quinta-feira, 2 de maio de 2013

DESEJO

 
 
 
 
DESEJO

Como a respiração, vida acordada
Onde o sentido dança o cotidiano
Acelerado, atravessando os tempos

Enigmática face do silêncio
O momento espreita em febre
A excitação profundamente

Tal som dos ventos enquanto mima
Espanta e apaixona ao mesmo tempo
A intimidade e os órgãos todos

Percorre em caminho sem retorno
Ao que pele responde à medula
Sou Orgasmo em Tempestade

(Miguel Eduardo Gonçalves)

terça-feira, 30 de abril de 2013

Simplesmente-






Simplesmente-


À fatalidade de uma vida
O zumbir do tempo temeroso
Solidão eterna faz o estado...

Juntinho da mente falecida
E assim divagando no escabroso
O corpo ficara abandonado!

Real é a memória oportunista...
Devesse ela ser mais folclorista!


(Miguel Eduardo Gonçalves)

Caminhos...

 
 
Caminhos da Música-

Suave razão
Sombras iluminam
Evocando a lua
Claríssimo apelo...
...
Breve inquietação
Nasce em cada beijo
Risos delirados
Vestem cada mão...

E ainda espiando
São os olhos vivos
Pelo cimo dos gestos
Checando os sentidos!

(Miguel Eduardo Gonçalves)

domingo, 28 de abril de 2013

Rotina...



No cinzento da rotina

Passo a passo um novo gesto

Dando cor à intimidade...

E esse caminhar, capricho

Estagnado no sentido

É o presente como insiste

A tornar o fato em rito!



(Miguel Eduardo Gonçalves)

domingo, 14 de abril de 2013

ENSAIO DOS OLHARES





-magnífica visão universal-




o afeto que se faz / prospera

numa linha dourada / estéril beleza

como plátanos outonais / na escrita

entre as ramagens dos sonhos pares / aceso gume

nas diferenças, tornamo-nos iguais / na paixão



e enxerguei-te ali / ao calor versado

na beirada da curva de ouro / onde me afago

da poesia timbrada / na plenitude dos carinhos

parida das artérias / que orquestram o mormaço

depurada a ferro e fogo / desse verbo em voz



o universo se fez coração / para se conservarem

peito, velino, alma e espírito / o primor e a grata essência

e o rumorejar das ondas dos anos / que perduram

aproximam ainda as letras / vida e alma

as inspirações, as sensibilidades / tal raízes

como airosas se fazem as estrelas / que se entendem

no tinir da doce cumplicidade / nas palavras que são ramos



-olhares se dão em versos pares- / -asas que vão pelo tempo-



karinna* / miguel-





-olhares que se dão em versos pares-



prospera

estéril beleza

na escrita

aceso gume

na paixão



ao calor versado

onde me afago

na plenitude dos carinhos

que orquestram o mormaço

desse verbo em voz



para se conservarem

o primor e a grata essência

que perduram

vida e alma

tal raízes

que se entendem

nas palavras que são ramos



-asas que vão pelo tempo-



miguel-



DE SONHOS




Sussurros*


trago-te um sonho / súbita aspiração
uma mescla de ternuras / em busca de símbolos
essas que pintam olhares / entre lealdades
que atam sussurros / de secretas filosofias
que colhem beijos em brisas.../ submissas

trago-te um sonho / em luz real do sol
uma lucidez tênue / mesclada à escuridão
embargada de emoção / esse desenho mágico
de mãos de areias mornas / como nossas noites
súplicas silentes de carícias... / bailarinas!

trago-te um sonho / da noite cerebral
um verbo absurdo / do tudo que é nada
contornado de estrelas / e possível
como lembranças não vividas / transformada harmonia em solidão
num luar na praia- fabuloso diadema- / eco projetado da maravilha interior

deixo-te um sonho e a(guardo-te) / nada está mudado
espera que se exaure / apenas a eternidade sabe-se
alma que se diz: / feliz quando apareceste em meu silêncio
por favor, não tardes em vir / acrescentando mundo
pois meu olhar cansa-se / enquando lhe faltava vida
e o mar chora sem ti... / devagar como chuva sem vento

-ofereço-te um sonho- / -magnífica visão universal-

Karinna* / Miguel-



-ofereço-te um sonho*-

súbita aspiração
em busca de símbolos
entre lealdades
de secretas filosofias
submissas

em luz real do sol
mesclada à escuridão
esse desenho mágico
como nossas noites
bailarinas!

da noite cerebral
do tudo que é nada
e possível
transformada harmonia em solidão
eco projetado da maravilha interior

nada está mudado
apenas a eternidade sabe-se
feliz quando apareceste em meu silêncio
acrescentando mundo
enquando lhe faltava vida
devagar como chuva sem vento

-magnífica visão universal-

Miguel-

sábado, 13 de abril de 2013

VISLUMBRE




Enquanto o tempo renasce

No que o amanhã teoriza

Quer o destino sorrir

Pelas asas da paixão...

Mas por elas nos traímos

Quimeras que ao longe assomam

Num destino achado exato!


Miguel Eduardo Gonçalves

A Palavra





Materialmente em cena

um teatro em conflito!



Mito que anda sendo imaginado

no rol da liberdade

sempre renovada

como sonho entrecortado.

Uma grande estrada

de alegrias e aflições...



Intelectual rito

confissão apenas

pura aguardente que alivia!




Miguel Eduardo Gonçalves



sábado, 30 de março de 2013

DUPLIX



Instintual// Primordial*



Festim// entre os meus sentidos

Lascivo// teu corpo amor

Vital// nosso arrepio



(Miguel Eduardo Gonçalves)// Karinna*

SEM TEMPO DE REFLETIR



Jardim fechado em mim mas sempre produtivo

Destila aromática fragrância, que embriaga os sentidos

E simétrico jogo se consome, se apossa do imaginário

Alastra no gesto o efeito raro, quase real

Que à mente dá minúcias persistentes e o corpo responde

Sedutora intimidade inesperada. Aguça a inspiração

Esse devaneio inquieta por sussurros de palavras de amor

O desejo que espo...ntâneo sobressai por estrofes indefinidas

Em cada verso inteira poesia no teu ventre escrita!



Miguel Eduardo Gonçalves e Maria Jose Zanini Tauil

Ebulição




Força da beleza

Teima em piruetas

Sedução



(Miguel Eduardo Gonçalves)

CUPIDO




À sombra do delírio é como sente
Da forma mais gostosa que há de ter
Ingênua a manso gesto de prazer

Pois teima ao demonstrar-se plenamente
Esculpida maneira conivente
Afeta à poderosa flor mulher

Alarme que sonoro traz consigo
Um poço de desejo, só libido


(Miguel Eduardo Gonçalves)

Bailarina...



Bailarina

A palavra ensaia

Vai além da hora física

Ecoa a emoção

MEG

sexta-feira, 29 de março de 2013

INFINITO




Loucas fantasias
Abrindo cintilações
Cheias de vontade
De um abraço acolhedor

Sentida presença
Na parede refletida
Sabe a diferença
É linguagem do convite

Restrito gostar
Que revira cada entranha
Foco no prazer
Do erotismo cor-de-rosa

Quando assim estou
A pele toda fascínio
Teu ser se desvenda
Juntando nosso destino

Miguel Eduardo Gonçalves



quarta-feira, 20 de março de 2013

TRIPLIX

 
 
 


Olhares // Como esperas// para sempre...

elos // ciciam palavras // carícias
esculpem sonhos // raízes acesas // aquecem a solidão
colorem os dias... // costurando acordes! // Conforto nos árduos caminhos.

Karinna* // Miguel-// Mardilê

sábado, 16 de março de 2013

FIB



Se


O ar

Sereno

De quem ama

Os olhos partilham

É que o desejo fantasia



Miguel Eduardo Gonçalves

FIB


É


Mimo

O beijo

Pelo toque

Breve sugestão

A germinar como semente


Miguel Eduardo Gonçalves-

Alumbramento




Alumbramento


Essa necessidade eternizada
Tanto tempo num instante

Decerto a imaginação fazendo mundos
Lucidamente um mistério perturbador
Nave que viaja em urgente céu
É tudo que me digo hoje

Verdade de um episódio único
Vinho e pão pela prece que alimenta
Vão para onde silêncio haja de uma flor

Como eu quisera tê-lo exato...
Em cada ato o brilho do amor!


Miguel Eduardo Gonçalves

quarta-feira, 13 de março de 2013

inquietude

 
 
 


inquietude
acima da seda da linguagem
onde se tem tudo e nada há
algo povoado só de olhar
esse toque das horas
como distância inventada
fundida, dispersa e solta
cicatrizada solidão
algo parado no ar
como quimera ou sorriso
em sal temperando a língua
tal beijo no horizonte do mar
 
(Miguel Eduardo Gonçalves)
 

domingo, 10 de março de 2013

CLIMA-





Doçura de mel

essa virtude

na realidade única

de um sorriso...



E além do olhar

o hábito

na corrente sanguínea

cresce

invoca audácias

constrói a paixão...



Penso no gesto

na sua graça

de que se ornar necessita

em chamas!

 
 
Miguel Eduardo Gonçalves

domingo, 17 de fevereiro de 2013

ÂMAGO


 

Embora tácito o futuro

Surgia qual proeza

Que de súbito floresce

Diz uma só coisa

Essa luz que acende o dia

Semente de um momento

O horizonte descortina...

MEG

domingo, 27 de janeiro de 2013

Como Pétalas




Como Pétalas



Elas me pensam

flutuantes fontes se prostram!



Vorazes tons entre sóis e luares

entram no corpo como vozes

o verbo e o sangue...

Segredos intermináveis

além do pensamento

continuam no sonho

fantasma que ignoro

porém, alguém que chama...

E nas malhas dessa vigília

meus dias deixados

em cada aurora do horizonte

são ilhas pontilhadas de esperas.

Um quase menos que nada

que palavra alguma define

apenas costuradas verdades

encerram tardes... Enfim

Esse orvalho de sal e água

que desce como neblina em beijos

qual universo inteiro

orquestra cada mormaço

como se recorda a natureza

enquanto o calendário perdura.


Miguel Eduardo Gonçalves

domingo, 6 de janeiro de 2013

IDEIA FIXA

IDEIA FIXA




Comando ao sentimento dá à visão

Pensar criterioso e aprisionado

Que rouba a um coração apaixonado

A graça interessante da ilusão



Que é hora do furor indisfarçado

Querer que não se oculta em cada mão

Agindo pelos corpos que se dão

Trazido do infinito reclamado



Distante deste mundo corriqueiro

Caminho sem retorno recomeça

Separa-se de nós e volta à pressa



É dele que se alastra alvissareiro

No hipnótico encanto de um luzeiro

O que a vida em prazeres atravessa



Miguel Eduardo Gonçalves




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ 2013



FELIZ 2013!




Teremos muita sorte acaso a vida

Preencha-nos com a tal felicidade

Num riso acolhedor como guarida

Sarau da temporada à dignidade!



E a gente faça o instante ser partida

Distante do desejo da verdade

Que imerso num azul tão sem medida

Do céu a solidão inteira invade...



À força dos prazeres deste ano

Versado esperar aqui se faça

Em própria maravilha, soberano



Que assim a nossa parte vem de graça

Qual brilho do frescor de um mar praiano

Que poupa a realidade da ameaça.



Miguel Eduardo Gonçalves

sábado, 29 de dezembro de 2012

POETRIX

Feito Estrela* // Interessante



o sonho // invisível

-apeou- // presente...

no firmamento // incerteza do horizonte!


Karinna* // MEG




domingo, 16 de dezembro de 2012

Ausência...



Essa voz tão ausente
Sem por quê nem aonde
Vai simplesmente
Ser pó da saudade nascente
Que ao silêncio se funde
(Miguel Eduardo Gonçalves)

Taça de Mar



Música praiana trina de um céu transparente
E ao rés do meu chão resvala em silêncio
Herança em taça de mar
(Miguel Eduardo Gonçalves)

Poetrix


Surpreendente amora-
És essa pessoa
Nuvem que nevoa
Nela vou-me embora
(Miguel Eduardo Gonçalves)

Eneassílabo com subtônicas em 5ªs

 
 
Alquimia-

Cintilando sonhos os sentidos
Conflitos guardados pelas pálpebras
Na hora exilada da memória
Desnudando um gênio oportunista...

O corpo ficara abandonado:
Devesse ele ser fantasioso
Distinto da mente entorpecida!
E assim divagando em coloridos

Sou eu me sentindo pelas quebras
Que esbarro nas asas dessa história
Calma solidão mais folclorista!

Alucinação que faz o estado:
Ao zumbir do tempo temeroso
A fatalidade de uma vida!

(Miguel Eduardo Gonçalves)

Ensaio em dodecassílabos



Pois, verdadeiramente altiva é a saliência
Esse detalhe humano salta com veemência

Que o próprio ato, sim, por si já encoraja
E o fato subtendido seja refinado
Que em desejoso sexo o tempo dure e aja
Sem artifício algum, prazer tão aclamado
A exultar paixão, dela a fazer-se ungido
Qual mundo inteiro seja esse calor da gente
Também o desejo sonhe o anseio percebido
Quando seremos fogo ao vento persistente
Vestidos só de céu como um olhar profundo
Num tempo demais claro, azul, arregalado!

(Miguel Eduardo Gonçalves)

Soneto em versos bárbaros

 
 
No desejo de querer sublimar essa paixão
De um encanto me servi para impor-te o preferível
Como fosse o meu prazer escudado na razão
Que te desse as coisas vãs como as quer o iludível

Nessa casca de verniz teu pudor vai sucumbir
E por tanto quanto hás de adorar esse meu dote
Num incêndio em gozos mil queimarás até rugir
Pela chama que jamais tu verás que em mim se esgote
Pois teus olhos que um orvalho de amor há de banhar
É também paixão maior resolvida por um bis
Do romântico erotismo entreaberto à tentação

E então viva inspiração construída de um luar
Infinito e sedutor, sutilmente então me quis
O rigor da realidade a criar a conexão

Miguel Eduardo Gonçalves

Soneto em versos heróicos

Ao carinho das noites estreladas
Mítico, para ser todo delírio
Na seara de vozes encantadas
Timbra singelo tom, faz-se colírio.

E a lua está de mãos deliciadas
Tão cúmplice de nós, em prata lírio
A perpetrar nas áreas mais sagradas
Onde o prazer invade quente e frio...
 
Cálice borbulhante de cristais
A retinir os ais inquietamente
Por suspiros letárgicos... Demais

No frenesi dos corpos mais demente
Radiante gosto, campos siderais
Numa boca enroscada em cada ventre!

(Miguel Eduardo Gonçalves)

sábado, 10 de novembro de 2012

FIB


Qual

Nuvem

Que passa

São memórias

Dessa cor do outrora

Ora emoções que me concedo


(Miguel Eduardo Gonçalves)

domingo, 4 de novembro de 2012

///////////quindeto invertido/////////////



Na oculta intimidade dê-se o toque


E o viço indisfarçável de um sacrário
Alastre-se combate involuntário


Qual pele se arrepia ao simples toque
Por isso a sensação seja o sentido
Pensado inteiramente resolvido


É único o desejo preferível
E maga sedução a sinergia
Que faz com que o olhar se torne audível
Razão de um pensamento em sintonia


Que a sobre humana força irrecorrível
Cingindo pelos ares faz magia
Pois vindo à gente inteira e disponível
É urgência que o instante sevicia
Não há como escapar-lhe indefinível



Miguel Eduardo Gonçalves

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PAIS = PAI E MÃE



DA IMPORTÂNCIA DOS PAIS
Os filhos se geram de uma conjunção que somente o transcendental resume: experiência eternizada vida afora, memória que os descendentes levarão.
(Miguel Eduardo Gonçalves)

A Memória


A memória, essa danada, que traz ao presente e faz reviver o que nasceu p'ra ser eterno! 

Miguel Eduardo Gonçalves 

domingo, 14 de outubro de 2012

A VOCÊ / O VERBO

A VOCÊ / O VERBO




Guardado está / consigo

Um sorriso rico / pelo corpo

Um afago todo /sentido

Um céu enorme / se eteriza

Da nostalgia / que anoitece

Encomendada / de um segredo

Direto do coração... / dos motivos!



Luiza Bessa Luna / Miguel Eduardo Gonçalves

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A FONTE




Doçura emolduraste de paixão,

Crescendo a inquietação rapidamente,

Em versos sem olhar pra trás sequer...



Miragem porventura de te ver

Desejo alucinar com esse carinho

E assim meu tempo inteiro e a fantasia!



(Miguel Eduardo Gonçalves)



sábado, 11 de agosto de 2012

CERTO OLHAR




Pelo espelho do universo

Um saciável mundo, quando

Em viagem sem regresso

Segue a vida navegando

E em seus planos me alicerço



Pelos reveses me expando

Procurando algum acesso

E ao pensamento mais brando

Todo inquieto me endereço



Que eternidade tão breve

Plenamente em mim se inscreve

Cabe inteira na emoção



Desatino deslumbrante

Coisa simples se garante



Vigiando a solidão!



Miguel Eduardo Gonçalves

domingo, 5 de agosto de 2012

OCULTOS DE NEVOEIRO





Pelas cores do arco-íris

A cansada luz do dia

Que se apaga no horizonte

Misturada a um quê de alma...



Que beleza me contempla

Semelhante a uma tristeza

Que comove a solidão...

Pode ser felicidade!



Alegria que existiu

Chora no fundo do mar

Meditando longas horas

Por um minuto de sol.



É uma angústia colorida

Devaneio infatigável

Totalmente diferente

Plenamente tão real.



Qual perfume de uma flor

Impaciente, talvez

Chama inquieta da paixão

Que não sabe se conter.



Raia novamente em dia

Refaz-se frente à razão

Bela maneira de ser

De uma vivência mental!



Miguel Eduardo Gonçalves









sábado, 4 de agosto de 2012

ESTIGMATIZADO





Inocente sucumbe maquiado

O Brasil se consome em desatinos

De emboscadas vai sendo transpassado

Seus ideais traçados por ladinos

E o povo a tudo assiste inabalado...



A vida em roubo e deuses, por destinos

E tudo é o puro encanto mais sagrado

Mortalha costurada por fios finos

Para esconder um cancro desgraçado!



E nós vagamos entre as ilusões

Daqueles que pululam aos milhões

Inúteis esperando o que não vem.



Germina qual semente, é o voto

Trazendo em nova foto um terremoto



Que gira em seu umbigo e se mantém!



(Miguel Eduardo Gonçalves)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

METAMORFOSE








Porque esperava tudo num só dia

Sorria antecipando-se às carícias

Onde se resumisse em regalia

No instante convulsivo das perícias

Certa maneira dela que luzia!



E por capricho antigo das malícias

Algo sensacional acontecia

Distinguindo-lhe o afeto das delícias

Ocupação capaz da geografia.



Volúpia essa ali tão exclusiva

Ternura apaixonada, insinuativa

Existente na posse demorada...



E era preciso a chama e veio a chama

Flor dos impulsos doces de uma dama...



Relâmpagos e ais na madrugada!



Miguel Eduardo Gonçalves

REQUINTE






Estado de graça posto na mente

Sente como um capricho do prazer

No encontro da paixão que corre a gente

E se promete dando o que fazer

Tornando a nossa carne incandescente!



Cada palavra expressa o redizer

Que tinge na retina, eficiente

Aos poucos cada gota do viver

Num brinde cativante, convincente...



É como toca a brisa e arrepia

Deixando a pele toda uma euforia

Que vem do supetão proposital



E nesse de repente de um festim

Sublime é o paraíso de carmim...



É o sol exposto qual num festival !



Miguel Eduardo Gonçalves

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ORGASMO




AO DIA DO ORGASMO (31/7)



Descreve um movimento ante a visão

E o transe ao nu que as vestes dão ao rito

Inventa o desvendar da tentação

Teimando aquela cena em que reflito

No emocionar florindo a percepção...



Manjar que resplandece de incontido

Recato aos ares indo, como são

Decerto as primaveras com que lido

No jovial do tempo da afeição.



E ansia o apetite por mais sorte

Cobiça enquanto passa e dá-me o norte

Urgente intimidade que se inventa...



E a flutuar sutil na fantasia

Beleza que delira nesse dia



Narcótico furor se experimenta!



(Miguel Eduardo Gonçalves)



sábado, 28 de julho de 2012

VELOZ



Veloz
Momento da posse
A fome fantasia
Entre salivas...
E própria maravilha
Excesso esvoaça
Entre colinas
Do colo!

(MEG)

domingo, 22 de julho de 2012

PRONTO...


Pronto...


Que ingênua satisfação

Trazes num verso marcada,

Cabe na toda emoção

De uma fada apaixonada!


Sabe refletir a face

De uma força que clamasse...


Essa tua hora de vento,

Que eternidade dourada

De uma razão violentada!


Hoje não trairá tua fé

A sacra palavra até?


Miguel Eduardo Gonçalves



ETERNOS


Ainda que sonhado / invento

O poeta tenta / memórias

Ainda que caído / pelos sentimentos

A poesia arrebenta / cor do mar

Ainda que vaidoso / mas críticos

Os versos humilham / como a paixão

O mais sábio dos diplomas / coisa do destino

E desfila soberano nos corredores / do sorriso

Desabrochando pétalas de mil cores... / da sorte que se lê nas mãos!



Luiza de Marillac Bessa Luna Michel / Miguel Eduardo Gonçalves




terça-feira, 17 de julho de 2012

Excesso de um projeto




-Excesso de um projeto-

Sobre a magia do encaixe

Trouxe a personagem

Simplesmente ao toque

Estendido aos gritos

Infinitos sem margens

Como reações químicas

Equações físicas

-Uma sequência infinita-

 
Miguel Eduardo Gonçalves

MITO




Naquela mente abre-se expandindo

Alheia a tudo, mítica figura

Alada, só da mágica fluindo...


Em quanta luz lhe auréola uma aventura

O céu num tempo que é infinito lindo

E aos olhares pó sob o qual jura!


É onde haverá decerto a pira acesa

Que o paraíso livre da incerteza.


Miguel Eduardo Gonçalves




A noite cai e insiste sem rugido

Como ao olhar constrói-se novo dia

Quando tudo o que traz vai ser vivido

Festim -a todo pano pr’uma orgia-

Que escorre consumindo-se incontido...


Cada aroma esvoaça em fantasia

Vício mais raro volta florescido

Tal como sangue ferve e extasia

Prazer imenso faz-se acontecido


E o tempo, meu destino que, indomável

Ondeia pelos sonhos formidável

Delira em tantas cores, penetrante...


Quem somos é o princípio, é o extremado

Momento d’alma a corpo agasalhado...


Em cada espasmo a estrela em céu distante!


Miguel Eduardo Gonçalves



domingo, 15 de julho de 2012

VASTO MUNDO






Em gaze represada o eu profundo

Qual súbito sentir perene cio

Da sensação um rito que arrepia

Por onde as horas sejam desvario

De se bastar um sol nessa arrelia...

Vindo o céu do sem fim do tempo extremo

Pela janela abrir-se despertado

Na mente resvalando olhar supremo

Que em meio ao foco faz-se deslumbrado

Em quanta luz que vê no vasto mundo!


Miguel Eduardo Gonçalves


terça-feira, 10 de julho de 2012

CONCRETIZAÇÃO DA ABSTRAÇÕES




CONCRETIZAÇÃO DAS ABSTRAÇÕES


De astros e estrelas mansamente na escuridão formigava o céu... Era o impulso traduzido da intenção de ali ficar no inebriante da busca pela dispersão de si mesmo, quando os olhos sondam entre penugens prateadas o cenário!

Uma catedral de sonhos de íntimas afinidades realça como interjeição: essa fantástica bandeira a dar existência material à vida, na ambientação esplêndida acastelada aonde chega o olhar e ultrapassa... Lá começa outra viagem, são outros sentidos que tateiam antes de clarear o novo dia, quando a percepção da realidade fixa-se na sensibilidade, para informar que se é aquele quem o espelho reflete.

Mais de um azul noturno longínquo a sacudir a loucura faz-se na mente quase a expansão do tempo, que se sabe tão medido para quem o sente...

Miguel Eduardo Gonçalves


FRENESI





Luzinha acende-se

E um choque

De ponta a ponta

Apalpa



As estações

Como as da lua

Vão e vêm

Ancoram

Desejo intenso

Suave beijo

O som do riso



Olhar lascivo

Ereto, altivo

O ato



(MEG)

domingo, 8 de julho de 2012

SILHUETA




Que paisagem diferente

Da inocência toda nua

Agora uma rima sente

Caminhando ao pé da lua


Pulsante na exaltação

Que o coração bem sabia

Numa selvagem paixão

Cada carícia é iguaria


Além do beijo indomado

Vai ao encontro de tudo

Furor que tem abraçado

Doce requinte posudo


Miguel Eduardo Gonçalves

sábado, 7 de julho de 2012

Poetrix

Mel Florido


A sabor...

Ao toque,

Inevitável!



(Miguel Eduardo Gonçalves)

domingo, 24 de junho de 2012

CONTRASTE CÓSMICO






Num momento lindo e obsceno

Carícia aos olhos insiste

Que a leem como sendo aceno

De uma forma posta em riste


Pérola da intimidade

Com todo o tempo de sobra

Essência do instinto invade

Profundamente me cobra


É sensação que se basta

E roça uma ideia louca

Desse instante entusiasta

Surgindo em vergonha pouca

 
 
Miguel Eduardo Gonçalves

domingo, 10 de junho de 2012

FIB



No

Fundo

Queimando

Como ímpetos

Venta a impaciência

Gemendo a aplausos da loucura!



Miguel Eduardo Gonçalves

QUINDETO



Não há como escapar indefinível

Da urgência que o instante sevicia

De vir à gente inteiro disponível

Cingindo pelos ares sua magia

De sobre-humana força irrecorrível



Razão de um pensamento em sintonia

Que faz com que o olhar se torne audível

E a maga sedução da sinergia

O único desejo preferível



Por isso a sensação faz o sentido

E penso inteiramente resolvido

Qual pele se arrepia ao simples toque



Alastra-se combate involuntário

Num viço indisfarçável de sacrário



Na oculta intimidade o meu enfoque




Miguel Eduardo Gonçalves

quarta-feira, 6 de junho de 2012

PIRA SAGRADA





No eixo que dá vida ao rebolado

Malícia remexendo toda prosa

Inteira emaranhada por olhares...



Esquece-se sublime e deliciado

O tempo iniciado à rebordosa

Que nela se desdobra em mais milhares



Pois toda sua maneira de linhagem

Na trama dessa dança é camuflagem!

 
 
Miguel Eduardo Gonçalves-

terça-feira, 5 de junho de 2012

Da Expressão-



A expressão que o poeta objeta e brinda

Desce olhar ao segredo: a luz arcada

Da existência encenada, grade infinda



Que a atmosfera exagera em lua amada

De um futuro, porém, em sonho ainda...

Uma calma que faz pensar o nada,



Onde o tempo transpõe, é vida, acaso,

Em que o etéreo da sorte beire o ocaso.




Miguel Eduardo Gonçalves-

terça-feira, 29 de maio de 2012

Quindeto - Pelos sentidos...


Pelos sentidos singram turbilhões

Pede o desejo a vez que doma o cio

Sem norte a mente em múltiplos grilhões

Matéria amante faz-se em pontos mil

Exatamente chama, como apões...



Aonde explode o templo, que arredio

Só quer brindar ao espasmo em libações

Achado em falta o puro, já tardio

Que o possuir me invade as atenções...



Lamber com a língua em círculos no pico

Unção eficiente em que me aplico

Na qual as ânsias vão se diluir



Mil vezes desejando as fantasias

Efeitos que me guiam pelos dias



No ser dessa paixão a te anuir!



Miguel Eduardo Gonçalves



segunda-feira, 21 de maio de 2012

DUETO


Sonoriza // Desmistifica


Harmonia primitiva // Lisonja altiva

Fascinante fantasia // Brava como punhal

Tanto de ti // Amanhece



Deslumbra // Penumbra

Diante dos olhos // Extasiadas pupilas

A imaginação // Farta agulha

Do instinto certo // Destino encerra



Faísca // Gritante

Pelo suor // Em oceanos

Como diamante // Brilhante

Da lágrima sorri // O Rei Sol aponta



Selvagem // Romântico

A volúpia aumenta // O desejo mestiço

O delírio de estar // Num só papel

Aí // Aqui...



Miguel // Luiza de Marillac Bessa Luna Michel

quarta-feira, 16 de maio de 2012

LXXII - Elixir de sonho bom-




No jardim dos pensamentos

A vontade da promessa

Dá comando aos sentimentos

De fazer suar à beça...

Lá se formam bons momentos

Sensações disparam pressa

Pelos corpos mais sedentos

Em que a ânsia recomeça

Pra deleite da visão

Rebolante luz de velas

A pôr fogo na ilusão

Desfazendo-se em quimeras

Tal como ondas de um marzão

Pelo estar no meio delas!



Miguel Eduardo Gonçalves