quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ENQUANTO A BANDA PASSA



Enquanto a Banda Passa

Torna-se ópera fabulosa
Fatalidade da felicidade
Qualquer maneira de dissipar
A força, a moral e a fraqueza

Expressão alucinada
Quanto possível
Zumbe sinistra
E mesmo assim arrebata

Jamais sente ciúme
Do miserável rebanho
Foi anjo de outros
Decerto frívolo e capaz

Estado nefasto
De céu negro
Mais que sombrio
Eu te compreendo

Miguel Eduardo-

Um comentário:

Karinna* disse...

*A alma sensível sente, percebe, assiste. Contudo, valorosa e incorruptível, sob a estirpe da verdade, prossegue em seus ideais e valores admiráveis.
A banda passa, porém a alma idônea brilha e persiste.
Uma bela e reflexiva criação.
BjM-
Karinna*