segunda-feira, 1 de abril de 2019

Invernos não são eternos! (Maria Jose Zanini Tauil)


Convidam-nos a sonhar
Sendo assim tão docemente
Harmonia que enche e exalta
E em sua penumbra acariciam
Sem morrer de amores
Exatamente como as flores

Do poema que o amor espera... Iza Klipel


No orvalho do amanhecer
A emoção é meu jardim
Daqueles que é raro ver
Qual lâmpada de Aladim

E nesse mundo, só ele basta-me... e pronto! (Maria Jose Zanini Tauil)





Que ainda não é noite nem é dia
Mas a hora sem fim em que se espera
No lago a se mirar, como uma linda estrela
O amanhecer que na amplidão voava!

domingo, 31 de março de 2019

APOTEOSE


No meu anseio o teu prazer em flor
Penetra o espaço que a ilusão carreia
À emoção deixando-a mais cheia
Porque o desejo que se faz mentor
É esplendoroso e grande redentor
Que na volúpia embarca e bamboleia
Razão da madrugada inda menina
Amanhecer mulher tão feminina
(Miguel Eduardo Gonçalves)

SEDUÇÃO




Na franca intimidade dê-se o toque

E o viço indisfarçável de um sacrário
Alastre-se combate involuntário

Qual pele se arrepia pelo choque
Por onde a sensação seja o sentido
Pensado inteiramente desvestido

Que é único o desejo e imprescindível
E maga sedução a sinergia
Que faz com que esse olhar se torne audível
Razão de um pensamento em sintonia

É sobre-humana força inconfundível
Que faz daqueles corpos sinfonia
E os torna uma só nota iniludível 
Do instante que o prazer mais contagia

(Miguel Eduardo Gonçalves)

Foto de Denis Piel

Cerimonial em Trovas


Um beijo, puro torpor
Potente magia afaga
Como pétalas de amor
Mereces bem ser tratada
És toda arrepio, conquanto
O calor da madrugada
Agites causando espanto
Dos suspiros despertada
Princesa das fantasias
Tens no desejo acolhida
Esse que ousa em meus dias
Quando os comanda e os convida
Miguel Eduardo Gonçalves

sábado, 30 de março de 2019

FOTOPOEMA


Escolho vagamente essa alameda
E nela entro por uma canção
Que é destino arbóreo que me toca
Por onde o tempo diz da eternidade
Que uma pequena flor em si resume 

sexta-feira, 29 de março de 2019

E nesse mundo, só ele basta-me... e pronto! (Maria Jose Zanini Tauil)




Que ainda não é noite nem é dia
Mas a hora sem fim em que se espera
No lago a se mirar, como uma linda estrela
O amanhecer que na amplidão voava!
(Miguel Eduardo Gonçalves)

Podes Florir...


Podes Florir...
Rosa da minha aurora
Flori radiosa
A ostentar tuas cores
Para um único amor
Erguendo no ar os teus bracinhos nus
Que ávido encaro e sôfrego analiso
Com lente de aumento em riste! 

quinta-feira, 28 de março de 2019

Trova

Pra meu mundo colorido (Maria Da Glória Oliveira)
Há os troféus do seu amor 
Num clamor sem alarido
Mas tenaz, que é sem temor
(Miguel Eduardo Gonçalves)

Trova

Aperfeiçoei meu eu (Maria Da Glória Oliveira)
No sonho que ora sonhei
Que da esperança ascendeu
E por onde me embrenhei
(Miguel Eduardo Gonçalves)

MOTE - A Distância - Roberto Carlos


-fumaça ao vento-
das notas vibrantes
mistério a explicar
entre chamas de um festim
singrando o horizonte
que a esperança abrasa
mas prenhe de tormentas
aos delírios que clamam
das auroras o esplendor
a despontar
pensativo olhar
no idílio ardente
silenciosamente
como fez o sol
ao florir desejos
quando silenciou
estrela cadente
que foi sonho

Destino...




Crespos florões de Sol por várias cores esfolhando-se ao vento a pedirem que em sua luz refervas, para eu poder dizer que te amo! E assim, ante essa angélica meiguice, em lindos turbilhões, por vapores aromáticos e finos nutrindo e avigorando meus sonhos descalços e melindrosos, por simples capricho quis amores, para me encontrar no me perder, onde a paixão se pretende festança...
Vivendo a verdade, nossas almas misturamos com os clamores mais fortes, alimentando quimeras; logo, num recanto do luar, fonte da ilusão que tanto sonho, dada a constância dessas horas, são tempos de glória!
(Miguel Eduardo Gonçalves)

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Eternos



Ainda que sonhado / invento 
O poeta tenta / memórias 
Ainda que caído / pelos sentimentos 
A poesia arrebenta / cor do mar
Ainda que vaidoso / mas críticos
Os versos humilham / como a paixão
O mais sábio dos diplomas / coisa do destino
E desfila soberano nos corredores / do sorriso
Desabrochando pétalas de mil cores... / da sorte que se lê nas mãos! 


Luiza de Marillac Michel / Miguel Eduardo Gonçalves

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018


Eu sou fazedor de flores
E delas fiz-te, pequena
Inteiro buquê de amores 
Porque és a minha açucena



Mutismo de tal dor desesperada!

Impávido caminha o pensamento
Vai pelas veias, ri das multidões
Porque é ao sol que se faz seu sustento
Quando lhe corre o sangue aos borbotões

E o cabelo revolto ante os seus passos
Que por si bate unicamente e voa
Dá-lhe o sinal para estar nos abraços 
Porque é no coração que paira e entoa

E vai além, para dourar o ocaso 
Na imensidade que não toma espaço


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Mote 165
Cálice (Chico Buarque)

Não quero de outro modo, sem acordo 
Pois nesta sensação de haver morrido
Prostro-me já à beira do jazigo 
Inerte o coração, cheio de lodo
Com vago olhar parado no horizonte
Já era imóvel o corpo horas inteiras 
E sempre pelas mãos pousada a fronte 
Como os amores fossem só ideias 


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

INSINUANTE...


Para o capricho pleno fecundar
Como clareia a lua a noite escura
Vai no erotismo puro se afundar
Pois dessa lida afoita não descura

Debanda a timidez pela aventura
Que à viva gula vinda num olhar
Fogoso de trair a compostura
É aroma que esvoaça de molhar

Tanto agradece aos bis que até se ri
Pelo prazer que em lábios faz morada
Bailando insinuante em frenesi

Sutil é essa vontade alucinada
Que une o corpo à língua, e nem aí...
É pira que se faz desatinada!

domingo, 18 de novembro de 2018

Mote 162 - INCONSTÂNCIA




Sem começar, como se vai saber?
Nalguns momentos de fuga e sonho, levar avante as mais proibidas loucuras, tão distantes da realidade quanto a eternidade fugaz que reside num fiapo da ilusão, onde os gestos, em suavidade, plantam o viver em cada instante, é quando cada vontade se torna mágica, à moda de todo feitiço, em noite de lua cheia...

(Miguel Eduardo Gonçalves)

Entre mim e ti


Impregnados numa alegoria resplendente e gloriosa!




Entre mim e ti 
Reflexos revelam à noite
Líquidos sentidos
Neles repousaremos
Para acrescentar mais ao nosso mundo
Cancelando o tempo
Que valerá um pequeno infinito
De todas as forças num só momento fundidas
Para serem a eternidade de um inesperado encanto


Quando tudo começa, tanto faz


Desceu o caos no coração em correnteza entediante!

Quando tudo começa, tanto faz
Tudo à minha volta permanece
Inclusive no pressentimento
A colher flores no campo
Como antigamente
Quando a noite não caia de uma vez
Ante a claridade da noite enluarada
Repleta do sonho possível
Porque momento igual não te pertence...


Somos o que somos...



Na arte do viver, o nascimento
Por acerto do céu, me validou
Pois foi que então por mim me fiz momento
Silêncio que ninguém reivindicou

O tempo assim falou, jogou-se em flores
Já sei donde advém estado igual
Da estrela que é no céu enquanto fores
A forma em que se viu tal ritual

Efêmero querer tão pertinaz
Areia e terra e pó nem repartidos
Mistura que o amor o mundo faz
Boa, n’alguns ligeiros voos pressentidos

O edifício do bem é adolescente
O mais que pode ser não sei ainda
Na música se fez como torrente
E acaba de fundir minha moringa

Miguel Eduardo Gonçalves

Bailarina



Povoando desejos
Traz beleza
Testemunha desenhada
Da paixão
Tão feminina...

Miguel Eduardo Gonçalves



sábado, 17 de novembro de 2018

MOTE 161 (Pedido -Gonçalves Dias)


Espero que mudes...
Conheço a tempestade de silêncios
Apenas teus olhos relampejam
Palavras esmagadas na razão
De pele, de incêndio, de penumbra
Pontos na escuridão de início de tormenta
Que transformam solidão em vício...

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

MOTE 161 Pedido -Gonçalves Dias


Teu pensamento, bem longe errava...
Segredos de uma noite de lua
A reverenciar o momento,
Como um lago parado, sem vento!
Peço-te, pois, em cada gemido,
Que fujamos daqui para o mundo,
Onde a ousadia enfim nos invada
Co'a magia que o achego enfeitiça...

FAGULHA UMA CENTELHA


Um dedo de prosa na longa noite das sombras, para povoar o amanhã de um dia sedimentado no delírio, esse que assanha o tédio, quando a saudade aperta, despertando a solidão. Que vontade de ser feliz no reviver dos teus abraços, na maciez em que o saudoso carinho lindo se tornou findo quando acordei!
Tu sabes como começa, louca qual feitiço, essa vontade distante da realidade, mas eivada de sensibilidade? Não? Então fica com meu abraço que se transmuta em novo dia que há de fundar o paraíso onde caibamos nós dois, porque amor não uma palavra apenas, é muito mais...
(Miguel Eduardo Gonçalves)

... SONHO



Desenha-se um multiforme e e_terno pesadelo...


SONHO
Partida em mil pedaços minha alegria,
Teu nome escrevo na areia, e me calo...
A solidão sai em busca da palavra mágica 
Que preencherá meu tempo,
Aniquilando a saudade!
É tempo de paixão na madrugada...

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

DO GRITO... DUETO POR Miguel Eduardo Gonçalves


Era um amor tão bonito.
Parecia não ter fim.
E quase morri aos gritos.
Quando disse adeus pra mim.
Eu sou viciada em silêncio,
Eu ouço música sem parar,
talvez porque não ouço
meus próprios pensamentos....

Num fundo suspiro...
Que modo silencioso eu vejo a céu aberto
Noite adentro
É como um beijo sob um serenar de enverdecer
Quando ficam róseas as faces
Num calendário de sonhos que perduram
Rebrotando indefinidamente
Porque despertos no tempo das esperas
Quando a lua vê-se enluarada
E é nosso tempo de colheita...

A esplender de in_vencível encanto... (Marilandia Marques Rollo)



Entrelaçamento de emoções-
Beirando o onírico, a expressão plena da consciência gera sensações pelo que nos outros reflete e transparece. Que subjetividade essa figura define plenamente, quando mantém acesa a percepção do que transcende...
Amorosos ideais pedem a matéria pelos gestos de quem ama, integrados ao mundo dos sonhos, das novelas e poesias. Mas, dirão as palavras tudo?
Saibas, amor, que em mim és viva rosa, intempestiva, fabulosa paixão que explica e afinal explode...
Na plenitude das sensações aclaro meus sonhares!
(Miguel Eduardo Gonçalves)

sábado, 10 de novembro de 2018

MOTE Amar é breve, esquecer é demorado - Pablo Neruda


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Basta-se o tempo na incerteza esquecida,
O amor quando ensaia, é lírica emoção,
Dispensa adornos buscados no entendimento
Dos primeiros sinais, que por si se distinguem
No querer urgente, vindo como seiva
Sutil, da inspiração de casos passados...


Miguel Eduardo Gonçalves

Tesão...

Luzinha acende-se
E um choque
De ponta a ponta
Apalpa...
Estações
Como as da lua
Vão e vêm, mas ao tato
Ancoram...
Desejo intenso
Suave beijo
Som do riso:
Olhar lascivo
Ereto, altivo
O Ato!
Miguel Eduardo Gonçalves

Estado de Espírito


Subconsciente vem à tona
Lá das profundezas da razão
Para atapetar a vida e sensibilidades
Mostrando-se beleza não qualquer...
Um sentido de sensualidade
Dá cor aos sentimentos
Escondidos no âmago do impreciso
Que sensorial visão exterioriza!
E isso não é tudo
Mas apenas vontade aguçada
Repassando a esperança...
Necessidade de dizer mais.
Miguel Eduardo Gonçalves

Emoções...

Qual
Nuvem
Que passa
São memórias
Dessa cor do outrora
Ora emoções que me concedo

Poeira Azul


E nesse devaneio penumbroso
madeixa da tocha
vi transformar-se
em semente novinha em folha
farejando um destino marchetado em carmim
aquele das pétalas cheirosas!
E é sonho recorrente
que navega nas águas de céu
como são teus olhos
jóias profundas de uma alma
que se fala por luzes caras.
A vida te quer sim
e tudo que nela há
voa em teu horizonte
donde partiu
porque faz parte de um colorido
como devem ser e serão
decerto as horas todas
pelos vários planos
da poeira azul que faz este mundo...
-Porque somos quem nos pensa-
Miguel Eduardo Gonçalves

Estado de Espírito

Subconsciente vem à tona
Lá das profundezas da razão
Para atapetar a vida e sensibilidades
Mostrando-se beleza não qualquer...
Um sentido de sensualidade
Dá cor aos sentimentos
Escondidos no âmago do impreciso
Que sensorial visão exterioriza!
E isso não é tudo
Mas apenas vontade aguçada
Repassando a esperança...
Necessidade de dizer mais.
Miguel Eduardo Gonçalves