domingo, 5 de agosto de 2012

OCULTOS DE NEVOEIRO





Pelas cores do arco-íris

A cansada luz do dia

Que se apaga no horizonte

Misturada a um quê de alma...



Que beleza me contempla

Semelhante a uma tristeza

Que comove a solidão...

Pode ser felicidade!



Alegria que existiu

Chora no fundo do mar

Meditando longas horas

Por um minuto de sol.



É uma angústia colorida

Devaneio infatigável

Totalmente diferente

Plenamente tão real.



Qual perfume de uma flor

Impaciente, talvez

Chama inquieta da paixão

Que não sabe se conter.



Raia novamente em dia

Refaz-se frente à razão

Bela maneira de ser

De uma vivência mental!



Miguel Eduardo Gonçalves









Um comentário:

Valéria Cruz disse...

Encortinada mistura de nevoeiro e arco-íris com alma de sereia e asas de colibri...sempre muito bom ler-te estimado poeta, a alma aqui flutua!
Bjão
V.