quinta-feira, 21 de abril de 2011

IMPULSO

Na fala que escutava embargada
Soasse melhor e sem pressa
A palavra que o passado rezava
E de onde onde o silêncio residia
Tal caixa vazia, um vale sombrio
Para desvirginar o meu ouvido
Da monotonia daquela madrugada
Ao afagar, na calada da esperança
Um certo estado de prenhez da alegria
Que na carta à tinta de lágrimas
Se ria a língua dos apaixonados

Miguel-

2 comentários:

marilandia disse...

"..na carta à tinta de lágrimas ..." "língua dos apaixonados" resvala-se até "o ouvido", desvirginando cálidas emoções.
SENSACIONAL!!!
Beijos.
Marilândia

V.Cruz disse...

Ah quanta cartas já escrevi com tintas de lágrimas...como sempre, falas a "lingua" certeira...
Um beijo querido poeta