domingo, 22 de novembro de 2009

DESEJO

O meu desejo pede sofisticação
Consequência que serve para o contentar-me
Na estrutura real que traz a evolução
Cuida-se a certeza, que nunca se desarme

Assim meu racional ordena à tentação
Jurando propriamente ser carne por carne
Cupido da lascívia seja presunção
Absoluta premissa una como um charme

De qual vontade clara goze o atrativo
Teu, chama da libido seja combustível
Ao me trazer o céu onde estarei metido

Assim esse querer se torna aplicativo
Fazendo-se faminto e loucamente crível
E dessa forma olhando, esquece que é inibido

Miguel-

3 comentários:

Karinna* disse...

*Um soneto elucidativo. Toda tragetória do desejo, desde a latência- percorrendo o caminho entre o estímulo e a resposta-, a divagação do racional no quesito sensório, e o esparrame do querer, que nasce na íris, viaja no racional para mergulhar no sensitivo.
Tudo isso, lido pelo meu olhar psicopedagógico...rsrs, recheado da sensibilidade do anseio e da promessa real da saciedade amorosa, dentro da espiral da carne-alma.
Só um Mestre para talhar assim, na exuberância majestosa de um soneto, o anseio puro e literal.
Muito bom começar minha semana poética lendo-te.
Admiração e carinho, em beijos azuis
K*

Karinna* disse...

*ops... lembrei agora que deveria ter corrigido...
Em vez de "tragetória", lê-se "trajetória.

ParadoXos disse...

seja qual for o trajecto das palavras ela vêm desaguar aqui, tão bem!!



abraço forte!


heduardo