terça-feira, 10 de julho de 2012

CONCRETIZAÇÃO DA ABSTRAÇÕES




CONCRETIZAÇÃO DAS ABSTRAÇÕES


De astros e estrelas mansamente na escuridão formigava o céu... Era o impulso traduzido da intenção de ali ficar no inebriante da busca pela dispersão de si mesmo, quando os olhos sondam entre penugens prateadas o cenário!

Uma catedral de sonhos de íntimas afinidades realça como interjeição: essa fantástica bandeira a dar existência material à vida, na ambientação esplêndida acastelada aonde chega o olhar e ultrapassa... Lá começa outra viagem, são outros sentidos que tateiam antes de clarear o novo dia, quando a percepção da realidade fixa-se na sensibilidade, para informar que se é aquele quem o espelho reflete.

Mais de um azul noturno longínquo a sacudir a loucura faz-se na mente quase a expansão do tempo, que se sabe tão medido para quem o sente...

Miguel Eduardo Gonçalves


Um comentário:

Valéria Cruz disse...

Enfrenta o espelho e deixa-se prender no seu infinito. Um frio na espinha, o instante que se aparta em fenda única e o que antes lhe sustenta, desintegra-se como uma imersão de um delicioso formigamento. Agora apenas uma parte é visível:a parte de dentro...
Ai que não resisti, perdoe-me, mas sabes como sou exagerada e impulsiva. Que belo texto!!! Adoro espelhos!
Bjão querido.
V.